Pais comedores de notas

Eu sinto uma enorme compaixão por essas crianças que são filhos de pais comedores de notas!

Escuto essa cantilena: "Eu cobro do meu filho que ele dê 100%!! Meu filho têm a obrigação de ter um excelente desempenho na escola e nos cursinhos ... blablablabla"

O mais incrível é olhar para estes pais e constatar imediatamente que eles absolutamente não são exemplo de pessoa que dá 100% na vida, e, cujo desempenho é de mediano à fraco, inclusive como pais, pois são ausentes e passam 10 horas no trabalho, dedicando pouquíssimo tempo à família. Constatar que são pais acima do peso; usuários e dependentes de diversas drogas (TV, açúcar, café, calmantes, redbull, álcool, e por ai vai); medíocres em suas respectivas profissões; andam com o carro a 200 km por hora; e assim por diante, ou seja, loooooooooooooooooonge de serem modelos para os filhos do que eles cobram que os filhos sejam :-(

Lamentável!! Eu adoro que o Trabalho da Byron Katie e as orientações da Françoise Dolto tenham aparecido na minha vida porque me ajudaram a ME ENXERGAR primeiro ;-) Por isso eu recomendo fortemente uma fichinha "Julgue o seu próximo"; ouvir alguns diálogos da Byron Katie também ajuda muito; e, a obra "As etapas decisivas da infância" de Françoise Dolto (vide trecho abaixo)!

"A ansiedade escolar

Hoje, acho realmente dramática a importância que pais e professores atribuem ao êxito e ao nível escolares. Como se a escola fosse tudo para a criança! E como se não soubéssemos, todos nós, que não é o caso! Houve uma época em que a escola era tudo para a criança quanto à aquisição do saber. Mas isso acabou mesmo. A escola é um lugar insubstituível de encontro com os outros (e ao meu ver, o que a escola oferece de mais valioso justamente é essa micro experiência do que será mais tarde viver em sociedade), mas a rua, o rádio, a televisão, (a Internet hoje em dia) ou as revistas são mediadores de saber (...) Agora, as crianças são classificadas segundo sua idade civil, como ovos, mas a idade afetiva, não se preocupam com ela. Numa classe de crianças da mesma idade, algumas têm dois anos e meio de maturidade, e outras dez anos (...) Quando a criança está "indo mal na escola", esse é um sintoma que deve levar em consideração e apreciar conforme muitos critérios, mas não censurar a criança por esse fato. Isso indica que outra coisa não vai bem! Por que desanimar (ainda mais) a criança e os pais, prever o mais sombrio futuro? Fazer a criança perder a confiança em si é retirar-lhe suas possibilidades. Isso nunca estimula. O fracasso escolar é uma prova trágica para muitas crianças. O caráter e a sociabilidade, a inteligência do corpo, das mãos, o espírito de iniciativa e de colaboração são indispensáveis para a vida. Estar interessado pelo que se diz e faz na escola E NO RECREIO é mais importante do que as notas que se obtém. Intervêm muitos fatores afetivos que provêm a um só tempo do passado e do presente da vida da criança, assim como do ambiente da classe".


Boneco de meia

Encontrei essa muc muc da artista polonesa Gabriella Wojcik e ficamos, eu e meus miudos, totalmente encantados!!

Material:
1 agulha
1 carretel de linha branca
1 pé de meia branca
1 pé de meia estampada
1 saco de estofo
(espuma ou algodão)

Como fazer:



















Como ficaram os que os meus miúdos fizeram ...




Alinhavo e bordado no isopor

Sabe aqueles pratos de isopor que sobram do mercado? Então, maravilhosos para atividades de alinhavo com os miúdos ;-)

Material:
1 prato de isopor
1 novelo de lã
1 agulha de tapeçaria

Como ficou:




Tear de papelão

Um barato!!!!
As crianças estão simpleamente amando, eu recomendo ;-)

Material:
1 rolo de barbante
1 caixa de sapato
1 régua
1 caneta

Como fazer:


Ela não usou régua, mas eu usei porque ficou mais fácil definir onde cortar cada casa. Dei um centímetro de espaço entre cada casa/dente, o ponto fica mais justo e faz a trama (da bolsa, ou carteira, ou estojo ...) mais compacta não deixando buracos.

Resultados:



Para a alça fizemos tricot de dedo, mostro em outra postagem ;-)

Eduardo Marinho - Palavras de Amor

Qual sistema de crencas estamos passando para nossos filhos ...

Vale a pena ouvir o que Eduardo Marinho fala, faz a gente refletir!!



Jogo de memoria (sequencias)

Mais um joguinho para compartilhar ... esse trabalha a memoria, cores, contagem e coordenacao motora fina. Eu lembrei de um jogo da minha infancia, o iMimics ;-)



Para fazer este jogo, eu usei;
- palitos de sorvete coloridos
- abaixadores de lingua
- adesivos
- ou regua e canetas
- elastico
- estojo, de preferencia transparente.

Montei a sequencia de cores nos abaixadores de lingua, essa sequencia pode ser feita com a regua, desenhando os circulos coloridos na regua, ou com os adesivos, colando-os na regua. Depois reuni com elastico os palitos coloridos e o abaixdor de lingua com a sequencia. Voila!! Divirtam-se ;-)

Ah! O jogo pode ser usado de diferentes formas;
- eu botei a sequencia e pedi aos meus filhos que casassem os palitos coloridos com as bolinhas coloridas do palito com a sequencia.
- eu botei para os meu filhos o palito com a sequencia, pedi que observassem, depois deixei o palito da sequencia emborcado, e ajudei os dois a lembrar da sequencia, remontando com os palitos coloridos.
Eu recomendo guardar em um estojo transparente porque facilita visualizar os jogos. Outra possibilidade

Se voce curtiu e gostaria de ter um jogo desses, mas nao tem tempo de fazer um, posso providenciar para voce, visite http://palitandopalitando.wix.com/

A dica desse jogo DIY foi da mamae Amy!

Domino para os pequenos

Fiz esse domino para os meus miudos e foi um sucesso ;-)


O que eu usei de material foi;
- um saco de palitos de sorvete (ou abaixadores de madeira para lingua)
- um conjunto de canetas hidrograficas
- uma regua simples
- um estojo transparente para guardar o jogo depois

Usei 5 cores para 25 palitos. Mas, quem deseja um domino maior pode usar 7 ou ate 12 cores; assim como, quem deseja um domino menor e mais simples pode usar apenas 3 cores.

Pintei a ponta de cinco palitos com a mesma cor e a outra ponta com cores alternadas. Exemplo; cinco palitos com uma ponta vermelha, e, a outra ponta azul, outra ponta amarela, outra ponta verde, outra ponta rosa, alem de outra ponta da cor vermelha mesmo. E fiz assim por diante com as demais cores. Consegui esse estojo de plastico transparente maravilhoso para guardar o jogo na gaveta de jogos dos miudos.



Se voce curtiu e gostaria de ter um domino desses, mas nao tem tempo de fazer um, posso providenciar para voce, visite http://palitandopalitando.wix.com/ !!

A dica desse jogo DIY foi da mamae Leslie ;-)

Masturbação e fantasias

Por volta dos sete anos, a masturbação não basta mais, porque houve uma desaceleração das pulsões sexuais pré-genitais: o corpo cresce, e a região genital torna-se muito pequena em relação ao corpo total nesse momento. É aí que tem origem toda a criação cultural. É o reino da tecnologia, da astúcia, da inteligência aplicada a tudo, época em que se aceitam e mesmo se desejam os jogos com regras, leis, jogos da vida onde há proibições, onde há possibilidades de ganhar, de perder, e onde se vê que “essa é a vida social”. A criança é dominada pela necessidade de chegar a ter um lugar na vida social, o que é frustrado quando os pais a retem demais, quando são filhos únicos que ficam sozinhos demais; precisam de outras crianças naquele momento. Tem muitos interesses culturais, que são deslocados de todas as pulsões para aquisições culturais da sociedade em que a criança deseja promover-se.
Leia mais em “Solidão” de Françoise Dolto.

Posições regressivas

As "posições regressivas" são aquelas em que, por exemplo, a mãe proíbe a criança de comer alguma coisa. “Eu proibí você de comer de comer isso”. “Mas por que?”. “Porque eu mandei”. Vê-se isso o tempo todo. E ela castiga o filho porque ele comeu o bombom que ela não queria; por coisas completamente idiotas nas quais ela põe seu interesse. Ao passo que, se a criança desobedecer e de fato ficar doente, ela pode dizer: “Pois você está vendo meu amor? Foi por isso que eu proibí você de comer todo aquele bombom, porque você pode ter essa dor de barriga. Agora você ja sabe!”. 

O mesmo acontece se a criança morde outra criança e o educador/os pais a mordem, ou fazem outra criança mordê-la para mostrar como é ser mordido. O que se ensina é a lei da selva, é que há alguém que morde melhor ainda. Portanto: “Quanto mais eu crescer, mais forte ficarei para morder o meu vizinho”. Ou o educador/os pais que batem na criança porque esta bateu neles ou em outra criança. Esse adulto demonstra pulsões temporariamente recalcadas, prontas para sair. Essa criança, de repente, desencadeou no adulto a vontade que ele havia recalcado e não dominara totalmente, em nome de seu interesse pelo ser humano. Esse adulto não superou sua violência. Recalcou-a, e aproveita-se de seu poder sobre uma criança mais fraca, violentando-a com a alegação de que a criança foi a primeira a demonstrar violência.

A educação deveria ser um arraigar-se numa filiação simbólica dada pelo exemplo de adultos que dominam suas pulsões sem agredir, humilhar ou usar de sua força física sobre a criança que tem pulsões (morder e bater) ainda não dominadas. É muito importante! Os educadores devem dar a castração pela palavra, dizendo: “Não, não é possível fazer assim!”, demonstrando eles mesmos, por suas ações, que sentem prazer em viver de outra maneira. 

A priori, toda riança acha que ser adulto é: quanto mais se é forte, mais se destrói, mais se despreza o outro, mais significa que se é grande e forte. Isso, em vista de sua pequena massa corpórea em relação à do adulto. O que o adulto deve significar é que ser adulto não é ter sempre razão nem ser o mais forte, é ser mestre de suas pulsões. E se ele nem sempre consegue isso, mostrar então que nisso ele não é modelo, e que a criança não deve imitá-lo em seus defeitos, que ela percebe e tem o direito de criticar.

Leia mais em A SOLIDÃO de Françoise Dolto.

Os sinais do fim de uma psicoterapia infantil

Quando termina o tratamento?

"[...] Em outras palavras: ele tem projetos, aceitou seu passado e vive seu presente, tudo ao mesmo tempo. É, efetivamente, o momento em que se pode dizer que uma psicoterapia deve terminar, para uma criança que superou, tranquilamente, seu Édipo.

Não sei como cada um de vocês faz em sua prática, mas parece-me que se deve terminar o tratamento de uma criança quando ela está próxima da puberdade (entre 10 e 11 anos), época em que problemas diferentes vão se colocar.

Suas próprias dificuldades, a criança as assume. O problema é que os pais possam também aceitá-las e admitir que a criança se responsabilize por si mesma. Ficam frequentemente angustiados quando o tratamento do filho termina. É por esse motivo que devemos fazê-los tomar consciência de que descansaram no psicanalista e que negligenciaram em certa medida seu papel de apoio, por assim dizer, na educação do filho.

Penso, realmente, que o Édipo da criança deve se fazer em cima dos pais; nós, psicanalistas, só podemos ajudar a criança a atravessar o Édipo; mas é algo tão importante em sua vida que não devemos tomar o lugar do pai/mãe que proíbe que a vida imagináriaa ou fantasística da criança, ou até mesmo seus pesadelos,invadam a vida da casa e aporrinhem toda a família.

Cabe ao pai chamar a si a autoridade, não ao psicanalista. Quando uma criança esteve fisicamente doente, ficando frágil ou até mesmo com atraso (escolar), os pais sentem muito medo. Ora, é precisamente o Édipo que faz mudar a situação pra a criança e para os próprios pais. Pois a criança superará o atraso se ajudarmos os pais a aceitar o desmame. Desmame de quê? Do hábito de levar o filho a um terapeuta. O que trazem de fato? Trazem uma criança em estado de transferência. Expliquem-lhes essa transferência: "Sejam para seu filho bm mais importantes que eu (o médico ou o psicanalista)", é isso que devemos fazê-lo entender. Que o pai e a mãe reassumam seu papel.

[...] Devemos desconfiar, com relação às crianças, das transferências de sedução que nos incitariam a tomar o lugar fantasístico dos pais.

Quantos pais não vemos, por ocasião dessas reuniões de síntese, nos dizer que o filho não para de bradar, sempre que acontece algo desagradável para ele em casa: "vou contar para meu psicanalista!".

Leia mais em SEMINÁRIO DE PSICANÁLISE DE CRIANÇAS de Françoise Dolto.