Boneco de meia

Encontrei essa muc muc da artista polonesa Gabriella Wojcik e ficamos, eu e meus miudos, totalmente encantados!!

Material:
1 agulha
1 carretel de linha branca
1 pé de meia branca
1 pé de meia estampada
1 saco de estofo
(espuma ou algodão)

Como fazer:








Como ficou o que os meus miúdos fizeram ...



Alinhavo e bordado no isopor

Sabe aqueles pratos de isopor que sobram do mercado? Então, maravilhosos para atividades de alinhavo com os miúdos ;-)

Material:
1 prato de isopor
1 novelo de lã
1 agulha de tapeçaria

Como ficou:



Tear de papelão

Um barato!!!!
As crianças estão simpleamente amando, eu recomendo ;-)

Lista:
1 rolo de barbante
1 caixa de sapato
1 régua
1 caneta

Como fazer:


Ela não usou régua, mas eu usei porque ficou mais fácil definir onde cortar cada casa. Dei um centímetro de espaço entre cada casa/dente, o ponto fica mais justo e faz a trama (da bolsa, ou carteira, ou estojo ...) mais compacta não deixando buracos.

Resultados:



Para a alça fizemos tricot de dedo, mostro em outra postagem ;-)

Eduardo Marinho - Palavras de Amor

Qual sistema de crencas estamos passando para nossos filhos ...

Vale a pena ouvir o que Eduardo Marinho fala, faz a gente refletir!!



Jogo de memoria (sequencias)

Mais um joguinho para compartilhar ... esse trabalha a memoria, cores, contagem e coordenacao motora fina. Eu lembrei de um jogo da minha infancia, o iMimics ;-)



Para fazer este jogo, eu usei;
- palitos de sorvete coloridos
- abaixadores de lingua
- adesivos
- ou regua e canetas
- elastico
- estojo, de preferencia transparente.

Montei a sequencia de cores nos abaixadores de lingua, essa sequencia pode ser feita com a regua, desenhando os circulos coloridos na regua, ou com os adesivos, colando-os na regua. Depois reuni com elastico os palitos coloridos e o abaixdor de lingua com a sequencia. Voila!! Divirtam-se ;-)

Ah! O jogo pode ser usado de diferentes formas;
- eu botei a sequencia e pedi aos meus filhos que casassem os palitos coloridos com as bolinhas coloridas do palito com a sequencia.
- eu botei para os meu filhos o palito com a sequencia, pedi que observassem, depois deixei o palito da sequencia emborcado, e ajudei os dois a lembrar da sequencia, remontando com os palitos coloridos.
Eu recomendo guardar em um estojo transparente porque facilita visualizar os jogos. Outra possibilidade

Se voce curtiu e gostaria de ter um jogo desses, mas nao tem tempo de fazer um, posso providenciar para voce, visite http://palitandopalitando.wix.com/

A dica desse jogo DIY foi da mamae Amy!

Domino para os pequenos

Fiz esse domino para os meus miudos e foi um sucesso ;-)


O que eu usei de material foi;
- um saco de palitos de sorvete (ou abaixadores de madeira para lingua)
- um conjunto de canetas hidrograficas
- uma regua simples
- um estojo transparente para guardar o jogo depois

Usei 5 cores para 25 palitos. Mas, quem deseja um domino maior pode usar 7 ou ate 12 cores; assim como, quem deseja um domino menor e mais simples pode usar apenas 3 cores.

Pintei a ponta de cinco palitos com a mesma cor e a outra ponta com cores alternadas. Exemplo; cinco palitos com uma ponta vermelha, e, a outra ponta azul, outra ponta amarela, outra ponta verde, outra ponta rosa, alem de outra ponta da cor vermelha mesmo. E fiz assim por diante com as demais cores. Consegui esse estojo de plastico transparente maravilhoso para guardar o jogo na gaveta de jogos dos miudos.



Se voce curtiu e gostaria de ter um domino desses, mas nao tem tempo de fazer um, posso providenciar para voce, visite http://palitandopalitando.wix.com/ !!

A dica desse jogo DIY foi da mamae Leslie ;-)

Masturbação e fantasias

Por volta dos sete anos, a masturbação não basta mais, porque houve uma desaceleração das pulsões sexuais pré-genitais: o corpo cresce, e a região genital torna-se muito pequena em relação ao corpo total nesse momento. É aí que tem origem toda a criação cultural. É o reino da tecnologia, da astúcia, da inteligênciaaplicada a tudo, época em que se aceitam e mesmo se desejam os jogos com regras, leis, jogos da vida onde há proibições, onde há possibilidades de ganhar, de perder, e onde se vê que “essa é a vida social”. A criança é dominada pela necessidade de chegar a ter um lugar na vida social, o que é frustrado quando os pais a retem demais, quando são filhos únicos que ficam sozinhos demais; precisam de outras crianças naquele momento. Tem muitos interesses culturais, que são deslocados de todas as pulsões para aquisições culturais da sociedade em que a criança deseja promover-se.
Leia mais em “Solidão” de Françoise Dolto.

Posições regressivas

As "posições regressivas" são aquelas em que, por exemplo, a mãe proíbe a criança de comer alguma coisa. “Eu proibí você de comer de comer isso”. “Mas por que?”. “Porque eu mandei”. Vê-se isso o tempo todo. E ela castiga o filho porque ele comeu o bombom que ela não queria; por coisas completamente idiotas nas quais ela põe seu interesse. Ao passo que, se a criança desobedecer e de fato ficar doente, ela pode dizer: “Pois você está vendo meu amor? Foi por isso que eu proibí você de comer todo aquele bombom, porque você pode ter essa dor de barriga. Agora você ja sabe!”. 

O mesmo acontece se a criança morde outra criança e o educador/os pais a mordem, ou fazem outra criança mordê-la para mostrar como é ser mordido. O que se ensina é a lei da selva, é que há alguém que morde melhor ainda. Portanto: “Quanto mais eu crescer, mais forte ficarei para morder o meu vizinho”. Ou o educador/os pais que batem na criança porque esta bateu neles ou em outra criança. Esse adulto demonstra pulsões temporariamente recalcadas, prontas para sair. Essa criança, de repente, desencadeou no adulto a vontade que ele havia recalcado e não dominara totalmente, em nome de seu interesse pelo ser humano. Esse adulto não superou sua violência. Recalcou-a, e aproveita-se de seu poder sobre uma criança mais fraca, violentando-a com a alegação de que a criança foi a primeira a demonstrar violência.

A educação deveria ser um arraigar-se numa filiação simbólica dada pelo exemplo de adultos que dominam suas pulsões sem agredir, humilhar ou usar de sua força física sobre a criança que tem pulsões (morder e bater) ainda não dominadas. É muito importante! Os educadores devem dar a castração pela palavra, dizendo: “Não, não é possível fazer assim!”, demonstrando eles mesmos, por suas ações, que sentem prazer em viver de outra maneira. 

A priori, toda riança acha que ser adulto é: quanto mais se é forte, mais se destrói, mais se despreza o outro, mais significa que se é grande e forte. Isso, em vista de sua pequena massa corpórea em relação à do adulto. O que o adulto deve significar é que ser adulto não é ter sempre razão nem ser o mais forte, é ser mestre de suas pulsões. E se ele nem sempre consegue isso, mostrar então que nisso ele não é modelo, e que a criança não deve imitá-lo em seus defeitos, que ela percebe e tem o direito de criticar.

Leia mais em A SOLIDÃO de Françoise Dolto.

Os sinais do fim de uma psicoterapia infantil

Quando termina o tratamento?

"[...] Em outras palavras: ele tem projetos, aceitou seu passado e vive seu presente, tudo ao mesmo tempo. É, efetivamente, o momento em que se pode dizer que uma psicoterapia deve terminar, para uma criança que superou, tranquilamente, seu Édipo.

Não sei como cada um de vocês faz em sua prática, mas parece-me que se deve terminar o tratamento de uma criança quando ela está próxima da puberdade (entre 10 e 11 anos), época em que problemas diferentes vão se colocar.

Suas próprias dificuldades, a criança as assume. O problema é que os pais possam também aceitá-las e admitir que a criança se responsabilize por si mesma. Ficam frequentemente angustiados quando o tratamento do filho termina. É por esse motivo que devemos fazê-los tomar consciência de que descansaram no psicanalista e que negligenciaram em certa medida seu papel de apoio, por assim dizer, na educação do filho.

Penso, realmente, que o Édipo da criança deve se fazer em cima dos pais; nós, psicanalistas, só podemos ajudar a criança a atravessar o Édipo; mas é algo tão importante em sua vida que não devemos tomar o lugar do pai/mãe que proíbe que a vida imagináriaa ou fantasística da criança, ou até mesmo seus pesadelos,invadam a vida da casa e aporrinhem toda a família.

Cabe ao pai chamar a si a autoridade, não ao psicanalista. Quando uma criança esteve fisicamente doente, ficando frágil ou até mesmo com atraso (escolar), os pais sentem muito medo. Ora, é precisamente o Édipo que faz mudar a situação pra a criança e para os próprios pais. Pois a criança superará o atraso se ajudarmos os pais a aceitar o desmame. Desmame de quê? Do hábito de levar o filho a um terapeuta. O que trazem de fato? Trazem uma criança em estado de transferência. Expliquem-lhes essa transferência: "Sejam para seu filho bm mais importantes que eu (o médico ou o psicanalista)", é isso que devemos fazê-lo entender. Que o pai e a mãe reassumam seu papel.

[...] Devemos desconfiar, com relação às crianças, das transferências de sedução que nos incitariam a tomar o lugar fantasístico dos pais.

Quantos pais não vemos, por ocasião dessas reuniões de síntese, nos dizer que o filho não para de bradar, sempre que acontece algo desagradável para ele em casa: "vou contar para meu psicanalista!".

Leia mais em SEMINÁRIO DE PSICANÁLISE DE CRIANÇAS de Françoise Dolto.

Quando se oferecem palavras às situações de impasse ...

Na maison Verte se pratica diariamente o falar com a criança sobre aquilo que lhes interessa, tanto no que seus pais dizem, como naquilo que a criança faz e que lhe causa insatisfação em seu sucesso ou uma dificuldade em relação com uma outra pessoa. É a entrada na convivialidade, sem dependência do grupo.

Quando se oferecem palavras às situações de impasse, na maison verte, o que lá se faz é “colocar concretamente os fatos como eles são, ao invés de deixar o imaginário fazer espuma, espuma vazia mas que pouco a pouco se transforma em angústia”. Essa fala se estende até mesmo aos bebês. Não importa a língua com a qual se fala com eles, pois o que entendem é a intenção de comunicação: “Diríamos que a criança intui a comunicação que lhe fazem. Ela é reconhecida como um ser humano na linguagem, pois o ser humano, já na infância, está na linguagem, completamente.

Outro aspecto fundamental na Maison Verte é a presença da lei. São leis relativas à normatização do brincar das crianças. Tais normas, em sua aparente banalidade, inauguram o campo de introjeção de leis que regem a vida coletiva. Dentro deste espírito formularam as seguintes leis: a primeira determina, através de uma linha pintada no chão, o espaço limite dos brinquedos com rodas, do tipo velocípede. Cria-se então um espaço protegido para os pequeninos que ainda não têm maturidade para usá-los e poderiam se machucar. A conversa sobre a transgressão sempre se faz presente. A outra lei diz que só é permitido brincar com água usando avental, protegendo assim as roupas cotidianas do frio e da umidade. Essa última lei propicia a comparação entre a ordem doméstica – em cada casa se faz de um jeito – e as leis das instituições coletivas.

A Maison Verte prepara a criança para ser, com dois meses, separada de sua mãe, sem ser o teatro dessa famosa “síndrome de adaptaçãp”, para viver com toda segurança sem ela na sociedade. Muitas mães que para ai se dirigem sabem que com dois meses elas serão obrigadas a pôr sua criança na creche, porque elas deverão retomar seu trabalho e não podem viver sem ele. Esses bebês, ao cabo de cinco a seis vezes (é o suficiente), ficam preparados para viver com adultos em quem a mãe deposita confiança e com crianças de sua idade, cujas mamães têm o mesmo problema de se separar de seu filho durante o dia inteiro. Não é humano, para uma mulher, separar-se, com dois meses, de seu bebê. Ela é tomada entre sua necessidade de ganhar dinheiro e sua impossibilidade de continuar junto de seu filho.

Os bebês que começaram pela Maison Verte são diferentes. Eles não tem síndrome de adaptação. Pois, na presença das mães, nós anunciamos aos bebês o que os espera: “Quando sua mamãe trouxer você de manhã, ela irá para o trabalho. Quando você estava no ventre dela você ia ao trabalho com ela, agora você nasceu, e voc6e não pode ir ao trabalho com os adultos, porque você deve ficar com as crianças de sua idade. Outras senhoras cuidarão de você!”. O bebê entende tudo que lhe dizemos. Ele compreende qualquer linguagem. Ele compreende que falamos para sua pessoa sobre a dificuldade que o espera; ele se tranquiliza ao nos ouvir dizer que essa dificuldade é um sinal de que ele ama sua mamãe, e que ele é amado por ela.


O que nos parece ser o mais importante em toda a proposta da Maison Verte de Françoise Dolto é que, muito além de qualquer teoria ou técnica, ela propõe uma ética no lidar com crianças. Professor, família, analista, médico, todos enfim, devem reconhecer na criança um sujeito desejante e um cidadão merecedor da verdade sobre suas origens, seus sentimentos, sua história.

Leia mais em A CAUSA DAS CRIANÇAS de Françoise Dolto