RESUMO 2 | SAPIENS | Y. N. Harari | para meus filhos

De acordo com Y. N. Harari, três importantes revoluções definiram o curso da história: a primeira foi a revolução cognitiva!

"A revolução cognitiva deu início à história, há cerca de 70 mil anos (...) com o surgimento de novas formas de pensar e se comunicar. O que causou? Não sabemos ao certo (...) Mas a característica verdadeiramente única da nossa linguagem não é sua capacidade de transmitir informações (...) é a capacidade de falar sobre coisas que não existem: ficções. A ficção nos permitiu não só imaginar coisas como também fazer isso coletivamente. Podemos tecer mitos compartilhados (...) Tais mitos dão aos sapiens a capacidade sem precedentes de cooperar de modo versátil em grande número (...) Os sapiens podem cooperar de maneiras extremamente flexíveis com um número incontável de estranhos. É por isso que os sapiens governam o mundo!

A capacidade de criar uma realidade imaginada (intersubjetiva e compartilhada, como: deus, dinheiro, nações, corporações ...) com palavras possibilitou que um grande número de estranhos coopere de maneira eficaz"!


Material complementar:

* Documentário gratuito no youtube "O nascimento da mente";

* "A Conquista Social da Terra" – Edward O. Wilson

Grooming gossip and the evolution of language - Robin Dunbar

* Livro "O Que o Cérebro Tem Para Contar" – V. S. Ramachandran

RESUMO 1 | SAPIENS | Y. N. Harari | para meus filhos

"Há cerca de 13,5 bilhões de anos, a matéria, a energia, o tempo e o espaço surgiram naquilo que é conhecido como o Big Bang. A história dessas características fundamentais do nosso universo é denominada física.


Por volta de 300 mil anos após seu surgimento, a matéria e a energia começaram a se aglutinar em estruturas complexas, chamadas átomos, que então se combinaram em moléculas. A história dos átomos, das moléculas e de suas interações é denominada química.

Há cerca de 3,8 bilhões de anos, em um planeta chamado Terra, certas moléculas se combinaram para formar estruturas particularmente grandes e complexas chamadas organismos. A história dos organismos é denominada biologia.

Há cerca de 70 mil anos, or organismos pertencentes à espécie Homo sapiens começaram a formar estruturas ainda mais elaboradas chamadas culturas. O desenvolvimento subsequente dessas culturas humanas é denominado história.




Leia mais em "Sapiens" de Yuval Noah Harari

As crianças gostam, de modo masoquista, de provocar o pai!

"As crianças gostam, de modo masoquista, de provocar o pai até o momento em que a situação se torna tão violento que produz dramas entre o pai e a mãe; as crianças adoram impedir os pais de se entenderem - entendimento que os obrigaria a entrar no Édipo; algumas não suportam que a mãe se interesse mais pelo pai do que por elas, quando, contudo, já atingiram a idade em que poderiam ser autônomas. As meninas e os meninos provocam frequentemente o pai para que ele se comporte de modo sádico com relação a eles. As crianças sempre procuram controlar o pai, por todos os meios, mesmo que a resposta que obtenham seja a violência, que dá lugar, por sua vez, a uma culpabilidade secundária e a todas as obsessões de represália que se seguem nos pesadelos.
(...)
É uma espécie de humilhação que atinge o pai em seu narcisismo, o que ele compensa agredindo a criança!
(...)
A parte psicossomática é a que nós, médicos, devemos assumir em grande parte; a parte histérica é de responsabilidade da criança, para que ela entenda que a angústia, que, por jogo, ela alimenta no pai, prejudica a evolução dela em direção à sua própria autonomia no agir social, em sua faixa etária, e nas escolhas que fará de seus amigos, meninos e meninas. No sintoma histérico, o prazer consiste e manipular o outro como outro. Ora, o pai não permanece durante muito tempo um outro a ser manipulado; ele deve ser superado, a criança deve deixá-lo para mãe, e, depois, renunciar tanto ao pai quanto à mãe para ir reunir-se com os jovens de sua idade; esse é o efeito da castração edipiana".

Leia mais em "Seminário de psicanálise de crianças" de Françoise Dolto.

O yin e o yang da relação tóxica

Pessoas arrogantes que assumem a culpa pelo que o outro sente de ruim e o que o outro faz de errado agem assim por acreditar que, ao “consertar” e “salvar” o parceiro, receberão o amor e o reconhecimento que sempre desejaram.

Esses são o yin e o yang de qualquer relação tóxica: a vítima e o salvador, o que causa incêndios porque se sente importante fazendo isso e o que apaga os incêndios porque se sente importante fazendo isso. Esses dois tipos de pessoas são atraídos fortemente um para o outro e geralmente acabam juntos. Suas patologias combinam à perfeição. Em geral, esses indivíduos têm pais que também apresentam uma dessas características. Desse modo, seu modelo de um relacionamento “feliz” é baseado em arrogância e limites fracos.

Infelizmente, nenhum dos dois consegue satisfazer as necessidades reais do outro. Na verdade, o padrão exagerado de culpa e aceitação da culpa que os dois adotam perpetua a arrogância e os valores rasos, o que, por sua vez, os impede de ter suas necessidades satisfeitas. A vítima cria cada vez mais problemas para serem resolvidos — não porque surjam novos problemas reais, mas porque assim ela ganha atenção e afeto. E o salvador só resolve e resolve sem parar — não porque realmente se importe com os problemas, mas porque acredita que fazendo isso vai ganhar atenção e afeto. Ambos os comportamentos têm motivações egoístas e condicionais e, portanto, são autossabotagem. Nesses cenários, pouco se vivencia o amor genuíno.

Se a vítima amasse mesmo o salvador, diria: “Olha, este problema é meu e você não precisa resolvê-lo para mim. Só preciso que você me apoie enquanto vou resolvendo.” Essa seria uma verdadeira demonstração de amor: assumir a responsabilidade pelos próprios problemas e não jogar a responsabilidade para o parceiro.

Pessoas com limites fortes entendem que não é razoável esperar que duas pessoas cedam cem por cento e satisfaçam todas as necessidades uma da outra. Pessoas com limites fortes entendem que às vezes podem ferir os sentimentos de alguém, mas que, no fim das contas, não podem determinar como os outros se sentem. Pessoas com limites fortes entendem que um relacionamento saudável não se baseia em um controlar as emoções do outro, mas em um apoiar o outro em seu crescimento individual e na resolução de seus próprios problemas. Não se trata de se importar com tudo que importa para seu parceiro, e sim de se importar com seu parceiro. Isso é amor incondicional, queridos".

Leia mais em "A sultil arte de ligar o foda-se"!

A falsa anorexia

"Depois de escutar a mãe e o pai falarem, na frente da criança, da cena que a criança fazia em cada refeição, eu dizia à criança: "Quando você estava na barriga da sua mãe, ela não se preocupava com aquilo que você comia, e você comia com seu cordão umbilical!". Explicava-lhe, então, o que era o cordão umbilical, o que a mãe jamais havia feito. Depois, acrescentava: "Quando você nasceu, foi pela boca que você teve que mamar em sua mãe, você cresceu, e se desenvolveu muito bem. Assim, bem pequenininho, você sabia o que deveria comer, você era muito esperto". À mãe eu dizia algo análogo: "Você não se preocupava até aquele momento, seu bebê sempre soube pegar aquilo de que precisava, tanto quando estava em seu ventre quanto depois de seu nascimento, já que as dificuldades só surgiram aproximadamente aos quinze meses. Por que você iria querer que seu filho fosse mais bobo agora do que na época em que era um feto ou um bebê?". Eu começava por recolocar cada um em sua própria identidade, em vez de deixar os dois dependentes um do outro através de um cordão umbilical imaginário.

Escrevia então minha receita: "A criança comerá tudo, um pouco, ou nada da parte prevista para ela na refeição tomada com os outros, e, isso, na ordem dos pratos. Se houver vários pratos e ela não comer do primeiro, poderá comer do segundo; se não comer do segundo, poderá ganhar a sobremesa; se não tiver comido absolutamente nada, felicite-a! Isso provará que ela não estava com fome - e nada é pior do que dar de comer a um corpo que não tem fome. Se sua boca não tem fome suficiente para comer, isso significa que seu estômago não diz à sua boca e ele quer que ela coma para ele". E eu terminava com uma tirada bem-humorada, por exemplo: é bom se preparar para ser econômico na vida, e comer pouco é muito econômico! Depois, dava à mãe um papel preparado com as rubricas: manhã, tarde e noite, para uma semana. "Você escreverá, senhora, o que seu filho comer em cada refeição, mas sem incitá-lo, de modo algum, a comer". E dizia à criança"Você está ouvindo o que eu estou pedindo a sua mãe? Que ela não force você a comer, mas que escreva, no papel destinado ao médico, o que você comeu, para que possamos entender do que você precisa!".E à mãe: "Volte na semana que vem; pasaremos a criança e veremos como tratá-la, após esses oito dias de observação".

Oito dias mais tarde, eles voltavam; a auxiliar pesava a criança, enquanto a mãe me mostrava o papel indicando que ela não tinha comido nada; tinha ido à escola; não desmaiara; e o papel que a auxiliar nos trazia mostrava que a criança tinha ganhado, às vezes, até mais de um quilo!"

Leia mais em "Seminário de psicanálise de crianças" de Françoise Dolto.

A sutil arte de ligar o foda-se!



“(…) Se pararmos para pensar, os conselhos de vida mais comuns — aquelas mensagens positivas e felizes de autoajuda que ouvimos o tempo todo — na verdade se concentram no que não temos. Eles miram direto no que já vemos como falhas e fracassos pessoais, só para torná-los ainda piores aos nossos olhos. Só aprendemos as melhores maneiras de ganhar dinheiro porque achamos que não temos o suficiente. Só paramos diante do espelho e repetimos para nós mesmos que somos bonitos porque não nos achamos bonitos. Só seguimos dicas de namoros e relacionamentos porque achamos impossível sermos amados. Só fazemos exercícios ridículos de visualização de sucesso porque não nos sentimos bem-sucedidos. (...) Todo mundo e todos os programas de TV querem nos convencer de que a felicidade depende de um emprego melhor, um carro mais potente, uma namorada mais bonita, uma Jacuzzi, uma piscina para os filhos. O mundo não cansa de indicar um caminho para a felicidade que se resume a mais e mais e mais: compre mais, tenha mais, faça mais, transe mais, seja mais. Somos constantemente bombardeados com a necessidade de ter tudo o tempo todo. Você precisa de uma TV nova. Você precisa fazer uma viagem de férias melhorque as dos seus colegas de trabalho. Você precisa comprar um móvel sofisticado para sua sala. Você precisa do tipo certo de pau de selfie. (...) Por quê? Meu palpite: porque criar necessidades é bom para os negócios. Nada contra bons negócios, mas ter necessidades demais faz mal para sua saúde mental. Você acaba se agarrando demais ao que é superficial e falso, dedicando a vida à meta de alcançar uma miragem de felicidade e satisfação. O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante. (…) O problema é o seguinte: a sociedade atual, através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais, produziu uma geração inteira que enxerga os sentimentos negativos (ansiedade, medo, culpa etc.) como problemas. (...) Nos tempos dos nossos avós, quando ficavam na merda, as pessoas pensavam: “Puxa, estou me sentindo o cocô do cavalo do bandido. Bom, é a vida! Vou voltar para a minha lavoura.” E hoje? Hoje em dia, se você fica na merda por cinco minutos que seja, é bombardeado com trezentas e cinquenta imagens de gente absurdamente feliz com uma vida maravilhosa da porra, e é impossível não sentir que tem algo errado com você. Essa última parte é a fonte do problema. Ficamos mal por estarmos mal; nos culpamos por nos culparmos. Ficamos irritados com nossa irritação; ansiosos com nossa ansiedade. Qual é o meu problema? (...) Daí a importância de ligar o foda-se. É isso que vai nos salvar, nos fazendo aceitar que o mundo é uma doideira e que tudo bem, porque sempre foi assim e sempre será. (…) Tem algo muito errado com toda essa ladainha de “como ser feliz” que já foi compartilhada umas oito milhões de vezes no Facebook nos últimos anos. O que ninguém vê em toda essa babaquice é: O desejo de ter mais experiências positivas é, em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiência negativa é, em si, uma experiência positiva. Isso é de enlouquecer qualquer um. Então vou lhe dar um minuto para ler de novo e clarear seu cérebro: desejar sentimentos positivos é um sentimento negativo; aceitar sentimentos negativos é um sentimento positivo. (...) É a isso que o filósofo Alan Watts se refere como “lei do esforço invertido”: a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo, mais insatisfeitos ficamos, pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos. Quanto mais você se desespera para ser rico, mais pobre e indigno se sente, seja qual for sua renda. Quanto mais você se desespera para ser bonito e desejado, mais feio se considera, seja qual for sua aparência. Quanto mais você se desespera para ser feliz e amado, mais sozinho e aflito fica, não importa com quem esteja. Quanto mais espiritualizado quer ser, mais egocêntrico e superficial se torna no processo. (...) Sério, eu poderia falar disso por horas, mas acho que já deu para entender. Tudo que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele. Toda tentativa de escapar do negativo, de evitá-lo, suprimi-lo ou silenciá-lo sai pela culatra. Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento. Evitar dificuldades é uma dificuldade. Negar o fracasso é fracassar. Esconder o que é vergonhoso é, em si, causa de vergonha. (…) Ligar o foda-se é uma arte sutil. Sei que esse conceito pode parecer ridículo e que eu talvez soe como um babaca, mas estou falando de aprender a direcionar e priorizar seus pensamentos de maneira efetiva: escolher o que é importante e o que não é, com base em seus valores pessoais. Isso é bem difícil. (…) Isso porque, quando o foda-se não está acionado — quando se importa com tudo e todos —, você passa a viver como se tivesse o direito inalienável de se sentir confortável e feliz o tempo todo, como se tudo tivesse a obrigação de ser exatamente do jeito que você quer. Isso é uma doença e vai te comer vivo. Toda adversidade será vista como injustiça; todo desafio, como fracasso; todo inconveniente, como ofensa pessoal; toda divergência, como traição. Vai viver confinado a um inferno de mesquinhez dentro da sua cabeça, ardendo em presunção e arrogância, preso em seu Círculo Vicioso Infernal, em constante movimento mas sem chegar a lugar algum. (…) Sutileza no1: Ligar o foda-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade. (…) Sutileza no 2: Se quiser ligar o foda-se para as adversidades, primeiro você precisa se importar com algo mais importante que elas. (…) Sutileza no 3: Perceba você ou não, estamos sempre escolhendo o que realmente importa. (…)”. “A SUTIL ARTE DE LIGAR O FODA-SE
VALE A PENA!!
BOA LEITURA!!

OFICINA DE JARDINAGEM 4

Encerramento das oficinas de jardinagem!

Começamos com o círculo da concentração.
Alguns movimentos de Yoga;
Relaxamento muscular progressivo;
Sequência do auto toque compassivo;
Exercício de atenção plena, respirando com a palma da mão.

Atividade: descobrindo o que é uma alimentação saudável!

A proposta seria a montagem individual, em ofício, através de corte e colagem de figuras (encartes de supermercado e hortifruti), em uma tabela (como na imagem exemplo mais abaixo), em que a criança apresentaria os alimentos que consome regularmente, dividos nos seguintes grupos:

GRUPO A – Alimentos naturais.
Corte e colagem de alimentos in natura, obtidos diretamente de plantas, e que não sofrem qualquer alteração após deixarem a natureza. Exemplos: batata, cenoura, couve, tomate, pepino, abobrinha, maça, pera, manga, banana etc.

GRUPO B – Processados. Corte e colagem de alimentos in natura que foram submetidos a processos de fracionamento, moagem, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração. Exemplos: conservas de legumes; compotas de frutas em calda; frutas cristalizadas; carne seca e toucinho; sardinha e atum enlatados; queijos; pães feitos de farinha de trigo, leveduras, água e sal 

GRUPO C – Corte e colagem de substâncias químicas comestíveis, isto é, alimentos naturais que foram completamente alterados com aditivos químicos, como: corantes, aromatizantes, conservantes, antioxidantes, estabilizantes, acidulantes, espessantes, umectantes, flavorizantes. Exemplos: sucrilhos; suco em pó solúvel; barras de cereais; biscoitos; batatas fritas; bolos; sorvetes; refrigerantes; pratos prontos (congelados); massas; linguiças; nuggets; sticks de peixe; sopas desidratadas; fórmulas infantis ...


É interessante montar um cartaz com informações sobre estes alimentos. Abaixo, algumas sugestões ...

MALEFÍCIOS CAUSADOS PELO CONSUMO DE ADITIVOS













MALEFÍCIOS CAUSADOS PELO CONSUMO DE AÇÚCAR 












MALEFÍCIOS CAUSADOS PELO CONSUMO DE SAL

BENEFÍCIOS DO CONSUMO DE FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES

* Mais informações:

Documentário What The Health (2017) dublado em português e completo. O documentário é um alerta sobre as causas das principais doenças que atingem os seres humanos. O filme traz entrevistas com médicos e especialistas em saúde.